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Capacitação de equipes de Terapia Intensiva: o primeiro passo para uma cultura de suporte extracorpóreo

treinamento ecmominas

Em um hospital de alta complexidade, tecnologia raramente é o único limitante.

Há ventiladores modernos, monitorização hemodinâmica, ecocardiografia à beira-leito, hemodinâmica, cirurgia cardiovascular, terapia renal substitutiva e equipes altamente especializadas.

Ainda assim, alguns pacientes ultrapassam rapidamente a capacidade do suporte convencional.

É o paciente com choque cardiogênico que evolui de uma droga vasoativa para duas ou três, mantém lactato ascendente, perde diurese e começa a apresentar disfunção orgânica.

É o paciente com ARDS grave que permanece hipoxêmico apesar de ventilação protetora, PEEP adequada, posição prona e demais estratégias convencionais.

É o paciente no pós-operatório de cirurgia cardíaca que não consegue sustentar débito adequado.

A miocardite fulminante. A falência ventricular direita grave. A falência primária de enxerto. O baixo débito refratário.

Nesses momentos, a pergunta não é apenas quais recursos o hospital possui.

A equipe reconhece que a fisiologia convencional está deixando de responder?

Existe um protocolo de escalonamento?

Quem deve ser acionado?

Há uma equipe de choque?

Existe possibilidade de assistência circulatória mecânica?

Se a instituição não realiza ECMO, existe um centro previamente definido para discussão especializada e transferência?

Ou todas essas perguntas começam a ser feitas somente quando o paciente já apresenta falência de múltiplos órgãos?

Essa diferença é fundamental.

A oxigenação por membrana extracorpórea — ECMO — não é simplesmente um equipamento incorporado ao parque tecnológico de uma UTI. É uma terapia complexa que exige seleção de pacientes, conhecimento de fisiologia, equipe multiprofissional, protocolos, treinamento, simulação, governança e avaliação contínua dos resultados.

As recomendações contemporâneas da Extracorporeal Life Support Organization — ELSO — reforçam exatamente esse conceito: programas de ECMO devem ser estruturados em torno de competências, processos e educação continuada, e não apenas da disponibilidade do equipamento.

O primeiro equipamento de um programa de ECMO é uma equipe capaz de reconhecer a fisiologia que está falhando.

Cultura de suporte extracorpóreo: muito além da máquina

Existe uma diferença importante entre ter uma máquina de ECMO e ter um programa de ECMO.

Da mesma forma, existe uma diferença entre saber operar um circuito e saber conduzir um paciente em suporte extracorpóreo.

Um console pode ser comprado.

Um circuito pode ser montado.

Mas isso não cria, por si só, capacidade institucional para ECMO.

Um programa precisa funcionar muito antes da canulação.

Precisa reconhecer:

  • Quem pode se beneficiar;
  • Quem provavelmente não se beneficiará;
  • Quando discutir suporte extracorpóreo;
  • Quando continuar o tratamento convencional;
  • Quando transferir;
  • Qual modalidade de suporte faz sentido;
  • Qual é a estratégia de saída caso ECMO seja implantada.

Competência começa pela fisiologia

Uma capacitação madura não deveria começar pelo botão da máquina.

Deveria começar pela fisiologia.

No choque cardiogênico, isso significa compreender:

  • Débito cardíaco;
  • Oferta e consumo de oxigênio;
  • Pré-carga;
  • Pós-carga;
  • Pressão de perfusão;
  • Congestão;
  • Função do ventrículo direito;
  • Função do ventrículo esquerdo;
  • Interação entre circulação nativa e extracorpórea.

Na insuficiência respiratória grave:

  • Ventilação protetora;
  • Driving pressure;
  • PEEP;
  • Shunt;
  • Espaço morto;
  • Hipercapnia;
  • Pronamento;
  • Lesão pulmonar induzida pela ventilação.

Só depois dessa base é possível compreender adequadamente ECMO.

Na VV-ECMO, por exemplo, a oxigenação depende da interação entre fluxo extracorpóreo, débito cardíaco, hemoglobina, saturação venosa, função da membrana e recirculação.

O sweep gas interfere predominantemente na remoção de CO₂ e não deve ser confundido com o principal determinante da oferta sistêmica de oxigênio.

Na VA-ECMO, o suporte pode restaurar fluxo sistêmico, mas também modifica profundamente a fisiologia cardíaca.

Na configuração periférica, o fluxo retrógrado pode aumentar a pós-carga do ventrículo esquerdo. A equipe precisa reconhecer distensão ventricular, redução da abertura da valva aórtica, congestão pulmonar, necessidade eventual de unloading e hipoxemia diferencial.

Por isso, uma equipe competente não pergunta apenas:

“Qual é o fluxo da ECMO?”

Pergunta:

“Esse fluxo está produzindo a fisiologia que queremos para este paciente?”

Competência não é uma aquisição definitiva

As recomendações mais recentes da ELSO sobre educação enfatizam um modelo baseado em competências, envolvendo:

  • Conhecimento teórico;
  • Habilidades técnicas;
  • Treinamento psicomotor;
  • Simulação;
  • Trabalho em equipe;
  • Fatores humanos;
  • Avaliação periódica;
  • Educação continuada.

Isso é especialmente importante em ECMO porque algumas emergências são pouco frequentes, porém potencialmente catastróficas.

  • Entrada de ar;
  • Falha elétrica;
  • Parada da bomba;
  • Deslocamento de cânula;
  • Falha aguda do oxigenador;
  • Sangramento crítico.

Esses eventos podem não acontecer durante meses.

Esperar que a experiência clínica espontânea mantenha a equipe preparada para todos eles é inadequado.

É nesse cenário que a simulação ganha importância.

Competência em ECMO não é adquirida uma vez. Precisa ser construída, testada e mantida.

O que significa, então, ser um hospital de alta complexidade?

A presença de ECMO não é, isoladamente, um requisito regulatório universal para que uma instituição seja classificada como hospital de alta complexidade.

Mas existe uma questão assistencial diferente — e talvez mais importante.

Um hospital que realiza cirurgia cardiovascular precisa ter uma estratégia para choque pós-cardiotomia.

Um serviço que trata infarto complexo precisa saber responder ao choque cardiogênico refratário.

Um centro transplantador precisa estar preparado para falência grave de enxerto.

Uma grande UTI inevitavelmente encontrará ARDS refratária.

Um serviço de cardiologia pediátrica ou cirurgia cardíaca congênita encontrará baixo débito grave e falência cardiopulmonar pós-operatória.

Se a instituição se propõe a tratar doenças de alta complexidade, precisa ter uma estratégia para quando essas doenças produzem falência fisiológica de alta complexidade.

Essa estratégia não precisa necessariamente ser um programa próprio de ECMO.

Pode ser uma rede regional.

Pode ser uma parceria.

Pode envolver ECMO Mobile.

Pode ser transferência precoce para um centro especializado.

Mas precisa existir.

O verdadeiro problema não é simplesmente não possuir ECMO.

É não ter uma resposta organizada quando ela passa a ser uma possibilidade terapêutica.

O papel da equipe multiprofissional na identificação de candidatos

A cultura de suporte extracorpóreo não começa no momento da canulação.

Começa no leito.

E não pertence exclusivamente ao médico.

Um potencial candidato pode ser reconhecido por diferentes profissionais em momentos distintos da evolução.

Médico intensivista

O intensivista geralmente integra a maior parte das informações:

  • Trajetória hemodinâmica;
  • Necessidade de vasoativos;
  • Perfusão;
  • Ventilação;
  • Gasometria;
  • Função orgânica;
  • Reversibilidade;
  • Resposta ao tratamento.

Sua competência central não é apenas saber a indicação formal da ECMO.

É reconhecer para onde o paciente está indo.

Enfermagem

A enfermagem possui uma posição privilegiada porque acompanha o paciente continuamente.

Pode identificar precocemente:

  • Aumento progressivo da necessidade de drogas vasoativas;
  • Alteração de perfusão periférica;
  • Redução do débito urinário;
  • Mudança do estado neurológico;
  • Sangramento;
  • Deterioração hemodinâmica.

Em um paciente já em ECMO, sua participação se amplia para vigilância do circuito, cânulas, acessos e complicações.

Capacitar a enfermagem aumenta a sensibilidade do sistema inteiro para identificar deterioração.

Fisioterapia

Na insuficiência respiratória grave, a fisioterapia tem papel central.

Avalia:

  • Mecânica respiratória;
  • Ventilação protetora;
  • Necessidade de PEEP;
  • Resposta ao pronamento;
  • Oxigenação;
  • Retenção de CO₂;
  • Mobilização.

Um fisioterapeuta capacitado precisa reconhecer quando manter determinada troca gasosa está exigindo uma intensidade ventilatória progressivamente incompatível com proteção pulmonar.

Perfusionista

O perfusionista exerce, conforme o modelo institucional, papel essencial na segurança técnica do circuito extracorpóreo.

Montagem, funcionamento, monitorização e resposta a intercorrências técnicas exigem competências específicas.

Mas a integração entre conhecimento técnico do circuito e fisiologia do paciente é indispensável.

Cardiologia e cirurgia cardiovascular

Particularmente na VA-ECMO, o fenótipo hemodinâmico importa.

  • Falência predominante de VE;
  • Falência de VD;
  • Falência biventricular;
  • Choque pós-cardiotomia;
  • Complicação mecânica;
  • Insuficiência cardíaca avançada.

Esses cenários não são equivalentes e podem demandar estratégias completamente diferentes de assistência circulatória e de saída.

A equipe como sistema

A decisão final é multidisciplinar.

Dependendo do caso, pode envolver ainda:

  • Hemodinâmica;
  • Insuficiência cardíaca avançada;
  • Transplante;
  • Neurologia;
  • Nefrologia;
  • Infectologia;
  • Farmácia;
  • Nutrição;
  • Reabilitação.

Um candidato potencial a ECMO pode ser reconhecido por qualquer membro da equipe. A decisão sobre suporte extracorpóreo deve ser construída de forma multidisciplinar.

Esse conceito deve estar incorporado ao treinamento.

Não basta ensinar a equipe a cuidar de um paciente depois da ECMO.

É necessário ensinar a reconhecer o paciente antes dela.

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Como funciona a capacitação e consultoria da ECMO Minas

Capacitação institucional não deveria começar por uma agenda de aulas.

Deveria começar por uma avaliação do hospital.

A pergunta inicial é:

Qual problema esta instituição precisa resolver?

As necessidades de um hospital que não realiza ECMO são completamente diferentes das de um centro que está iniciando um programa — e diferentes novamente das necessidades de um programa já estabelecido.

1. Diagnóstico institucional

A primeira etapa é compreender:

  • Perfil da instituição;
  • Número e perfil das UTIs;
  • População atendida;
  • Cirurgia cardiovascular;
  • Hemodinâmica;
  • Pediatria e neonatologia;
  • Transplante;
  • Disponibilidade de perfusão;
  • Cobertura médica;
  • Logística;
  • Transporte;
  • Fluxos existentes;
  • Potencial volume de pacientes;
  • Lacunas assistenciais.

A partir disso, é possível estabelecer o modelo mais adequado.

2. Definição de uma matriz de competências

Nem todos os profissionais precisam possuir o mesmo nível de conhecimento técnico.

Uma estruturação de times de ECMO pode organizar competências em quatro níveis principais.

Reconhecimento e seleção

  • Choque;
  • ARDS grave;
  • Reversibilidade;
  • SCAI;
  • Indicações;
  • Contraindicações;
  • Timing;
  • Acionamento precoce.

Condução fisiológica

  • Fluxo;
  • Drenagem;
  • Sweep gas;
  • Oxigenação;
  • Ventilação;
  • Hemodinâmica;
  • Função ventricular;
  • Anticoagulação;
  • Interação coração–ECMO.

Complicações

  • Sangramento;
  • Trombose;
  • Hemólise;
  • Isquemia de membro;
  • Eventos neurológicos;
  • Distensão ventricular;
  • Hipoxemia diferencial;
  • Falha de circuito.

Competências de sistema

  • Liderança;
  • Comunicação em alça fechada;
  • Checklists;
  • CRM;
  • Transporte;
  • Debriefing;
  • Registro e análise de eventos.

Isso permite que o treinamento seja adaptado à função de cada profissional.

3. Capacitação teórica

A formação deve integrar fisiologia e tomada de decisão.

Não apenas “como funciona ECMO”, mas:

  • Por que o paciente precisa dela;
  • Qual modalidade utilizar;
  • Como identificar resposta;
  • Quando suspeitar de complicação;
  • Quando pensar em desmame;
  • Quando considerar outra estratégia de suporte.

4. Treinamento prático

O componente técnico dos cursos e treinamentos em ECMO inclui:

  • Montagem e preparação;
  • Interação com o circuito;
  • Reconhecimento de alarmes;
  • Interpretação de fluxo;
  • Drenagem;
  • Monitorização;
  • Situações de contingência.

5. Simulação multiprofissional

A simulação permite testar não apenas pessoas, mas o sistema.

Cenários podem incluir:

  • Queda abrupta de fluxo;
  • Falha elétrica;
  • Parada da bomba;
  • Entrada de ar;
  • Deslocamento de cânula;
  • Sangramento;
  • Falha do oxigenador;
  • Intercorrência durante mobilização;
  • Transporte.

O debriefing é parte do treinamento.

O objetivo não é apenas perguntar quem acertou ou errou.

É descobrir qual fragilidade do sistema permitiu o erro.

6. Construção de protocolos

Depois do treinamento, o conhecimento precisa virar processo.

Podem ser desenvolvidos ou revisados:

  • Protocolos de acionamento;
  • Critérios de seleção;
  • Anticoagulação;
  • Manejo;
  • Emergências;
  • Transporte;
  • Desmame;
  • Documentação;
  • Indicadores.

7. Modelos diferentes para hospitais diferentes

Um hospital sem ECMO pode precisar principalmente de:

Reconhecimento → acionamento → estabilização → transferência.

Um hospital implantando ECMO precisa estruturar:

Seleção → canulação → manejo → contingência → governança → indicadores.

Um programa já existente pode precisar de:

  • Revisão de resultados;
  • Redução de variabilidade;
  • Atualização;
  • Transporte;
  • Mobilização;
  • Unloading;
  • Anticoagulação;
  • Simulação avançada;
  • Auditoria de eventos.

Não existe um curso único para todos os hospitais porque não existe um único estágio de maturidade em ECMO.

A proposta da ECMO Minas, portanto, não é simplesmente ensinar a utilizar um equipamento.

É ajudar a instituição a desenvolver capacidade assistencial organizada para suporte extracorpóreo, seja para realizar ECMO, seja para reconhecer e encaminhar adequadamente quem precisa dela.

Melhoria contínua na qualidade assistencial

Um programa de ECMO que não mede seus resultados conhece pouco sobre a própria qualidade.

Sobrevida é fundamental.

Mas não é suficiente.

Qualidade precisa ser analisada em diferentes dimensões.

Indicadores de estrutura

Avaliam se existe capacidade institucional:

  • Número e distribuição de profissionais capacitados;
  • Cobertura adequada;
  • Equipamentos;
  • Redundância;
  • Protocolos;
  • Capacidade de resposta a emergências.

Indicadores de processo

Mostram como o cuidado foi realizado.

Podem incluir:

  • Tempo entre deterioração e acionamento;
  • Momento da discussão especializada;
  • Estágio SCAI no choque;
  • Tempo entre decisão e canulação;
  • Utilização de estratégias convencionais antes de VV-ECMO;
  • Aderência aos protocolos;
  • Frequência de treinamento e simulação.

Esses indicadores são particularmente interessantes porque podem identificar falhas antes mesmo de aparecerem na mortalidade.

Indicadores de segurança

Devem incluir complicações relevantes:

  • Sangramento;
  • Trombose;
  • Hemólise;
  • Isquemia de membro;
  • Eventos neurológicos;
  • Infecção;
  • Falha do oxigenador;
  • Troca de circuito;
  • Eventos relacionados às cânulas.

Indicadores de desfecho

Além da sobrevida, podem ser avaliados:

  • Sucesso de desmame;
  • Duração do suporte;
  • Recuperação cardíaca ou pulmonar;
  • Necessidade de terapia renal substitutiva;
  • Ponte para assistência ventricular;
  • Transplante;
  • Estado funcional.

Indicadores de aprendizado

Talvez sejam os menos utilizados e os mais importantes para a evolução do programa.

Quantos eventos graves foram formalmente revisados?

Quantos near misses?

Quantas simulações?

Quais alterações surgiram dos debriefings?

O mesmo problema voltou a ocorrer?

Um programa maduro não é aquele em que não existem complicações. É aquele que transforma cada complicação em informação para melhorar o sistema.

Volume e experiência institucional

A literatura demonstra associação entre volume institucional de ECMO e melhores resultados em algumas populações.

Esse achado não significa que volume, isoladamente, seja causa de maior sobrevida.

Provavelmente representa um conjunto:

  • Maior exposição;
  • Experiência acumulada;
  • Reconhecimento mais rápido de complicações;
  • Protocolos;
  • Equipes dedicadas;
  • Infraestrutura;
  • Capacidade de resgate.

A consequência mais importante é que experiência precisa ser deliberadamente construída e mantida.

Centros com menor exposição clínica precisam compensar essa menor frequência com educação continuada e simulação estruturada.

Governança

Por fim, existe uma dimensão que frequentemente diferencia um conjunto de profissionais habilidosos de um verdadeiro programa:

Governança.

Quem lidera?

Quem credencia?

Quem avalia competência?

Quem revisa uma morte?

Quem acompanha complicações?

Quem atualiza os protocolos?

Quem garante cobertura 24 horas?

Quem controla equipamentos e estoque?

Quem analisa resultados?

Se um programa só funciona quando determinadas pessoas específicas estão de plantão, ele ainda depende de conhecimento individual.

Não de estrutura institucional.

Uma terapia de alta complexidade não pode depender de memória ou conhecimento informal. Ela precisa de governança.

Uma pergunta final para quem dirige hospitais de alta complexidade

Seu hospital realiza procedimentos de alta complexidade.

Mas está preparado para as complicações de alta complexidade desses procedimentos?

Cirurgia cardíaca pode evoluir com choque pós-cardiotomia.

Hemodinâmica pode terminar diante de um paciente com choque pós-infarto.

Transplante pode evoluir com falência grave do enxerto.

Grandes UTIs encontram ARDS refratária.

Cardiologia pediátrica e cirurgia cardíaca congênita enfrentam baixo débito grave e falência cardiopulmonar pós-operatória.

Não é necessário que todos esses hospitais mantenham obrigatoriamente um programa próprio de ECMO.

Mas é necessário que exista uma resposta para a pergunta:

“Se amanhã um paciente potencialmente recuperável ultrapassar a capacidade do suporte convencional, nossa equipe saberá reconhecer, decidir, suportar ou transferir esse paciente?”

Porque alta complexidade não é apenas capacidade de executar procedimentos sofisticados.

É capacidade de responder quando a fisiologia falha apesar deles.

E é justamente por isso que a cultura de suporte extracorpóreo começa antes do circuito, antes da canulação e antes da própria máquina.

Começa por uma equipe preparada.

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